Rede Sucuri está entre startups aceleradas em projeto voltado ao meio ambiente

A iniciativa integra o grupo de startups aceleradas pelo Programa Inova Biomas, na edição do Pantanal, voltada a negócios sediados em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Lançada nesta segunda-feira (22), a Rede Sucuri já inicia suas atividades com um importante parceiro: o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A iniciativa integra o grupo de startups aceleradas pelo Programa Inova Biomas, na edição do Pantanal, voltada a negócios sediados em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Segundo o Sebrae, o objetivo do programa, relançado em fevereiro deste ano, é fomentar, apoiar e agregar valor a pequenos negócios inovadores da bioeconomia. A proposta é fortalecer o ecossistema regional por meio da inovação, da sustentabilidade e da conexão entre empreendedores locais e de outras regiões do país.

Puderam se inscrever negócios nas áreas de Agricultura e Pecuária; Alimentos e Bebidas; Bioenergia e Biocombustíveis; Casa e Construção; Comunicação e Entretenimento; Ecoturismo; Floresta; Fármacos, Fitoterápicos e Nutracêuticos; Higiene, Perfumaria e Cosméticos; Logística e Mobilidade; Moda e Design; Químicos e Novos Materiais; e Tecnologia da Informação.

“A ideia da Rede Sucuri já existia há algum tempo, mas no formato de portal que estamos lançando agora só foi possível graças ao suporte e às mentorias que recebemos no Inova Pantanal. Temos encontros regulares com profissionais altamente capacitados, o que nos permite tomar decisões mais conscientes para tornar o negócio sustentável também do ponto de vista financeiro”, afirma Dandara Nascimento, uma das diretoras fundadoras da Rede.

Além da Rede Sucuri, outros 39 negócios mato-grossenses foram selecionados. Entre eles está o Pantanal Caiaques, empreendimento turístico que oferece passeios de caiaque no Rio Paraguai, em meio à fauna e flora pantaneiras. Com o apoio financeiro do programa, a empresa planeja expandir as atividades nos próximos meses. “A gente já oferecia o passeio de stand-up, e agora, com o Inova, vamos aumentar a frota de pranchas para atender mais turistas”, diz Rafael Victor, fundador do negócio.

Outro projeto acelerado é a Origem Compostagem, da engenheira Yasmin Fonseca. A empresa transforma resíduos orgânicos em adubo e já evitou o envio de quase 400 toneladas de lixo ao aterro de Cuiabá. Com o apoio do Inova Pantanal, Yasmin pretende mecanizar os processos para aumentar a capacidade, acelerar a produção e ampliar a comercialização, com planos de distribuir o adubo em pontos de venda na capital.

Mais sobre o Inova Biomas

(Foto: Wellington Mamud / Sebrae Amazonas)

Criado em 2021, o Inova Biomas já acelerou 749 negócios inovadores da bioeconomia em diferentes regiões do país, com mais de R$ 16 milhões investidos em bolsas para empreendedores. A primeira edição foi o Inova Amazônia, lançado em 2021, que se consolidou como referência e passou a abranger, a partir de 2022, os nove estados da Amazônia Legal.

Somente nessa etapa, foram selecionados 229 projetos de aceleração. Uma nova edição já está em preparação e terá foco na internacionalização e na atração de recursos estratégicos, aproveitando a visibilidade da COP30, que será realizada em Belém.

“O programa é uma oportunidade única de posicionar o Brasil não apenas como parte da solução, mas como protagonista da transição econômica global”, afirma Gabriel Gil, analista de inovação do Sebrae.

A meta do Sebrae é alcançar todos os biomas brasileiros. Em 2025, o Inova Pampa foi lançado durante o South Summit Brazil, em Porto Alegre, e o próximo passo será o Inova Caatinga, previsto para o segundo semestre do próximo ano.

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